quarta-feira, 14 de outubro de 2020

14 de outubro de 2020

 As descontinuidades continuam.

Estava revisitando o blogger e pensando nas tantas coisas que publiquei por aqui. Tem registros de relacionamentos (quase) fracassados, depoimentos emocionados, memórias de memórias que se não fossem as publicações por aqui eu provavelmente já nem lembraria mais que aconteceram. Reflito no blog a intensidade que sempre levei a vida: os amores arrebatadores que me tiraram os pés do chão, as desilusões que me frustraram e quase sempre entristeceram, os desamigos e os percalços, pertinho das vitórias e inúmeras conquistas que me cabem.

Continuo no mestrado, como contei no post anterior, mas nada é igual. Estou às vésperas de uma qualificação que ainda não foi escrita, vivendo uma pandemia horrorosa e nunca imaginada, completamente arrastada por um "novo normal" em que abraçar, beijar e sair na rua estão quase impossíveis. No Brasil, já chegamos quase aos 150 mil mortos pela COVID-19, é como se o Mundo estivesse revivendo a Gripe Espanhola e as tantas Pragas do Egito que dizimaram populações e culturas. O Pantanal arde em chamas a meses, enquanto isso, o famigerado presi*dente age como o excelente incompetente que já prevíamos que seria.

Continuo estudando Geografia das Religiões, mas descobri tantas coisas novas que nem sei mais por onde estou. Talvez fosse interessante eu saber, mas agora, nesse exato momento, são 1h30 da manhã e talvez não seja o objetivo descobrir o que sou e sei agora.

 2020 tem sido um ano arrebatador, Manu nasceu dia 14 de fevereiro, um dia antes do aniversário minha vó. Sofia, aos 14 dias de outubro, beira a presença terrena enquanto quer sair da barriguinha da mamãe Tassi kkkk e quem diria, Tassi e Gabi tão boas mães e tão fodas mulheres. Na verdade, acho que isso não era surpresa pra ninguém, mas tem sido incrível presenciar isso, ainda que em distanciamento social.

As disciplinas do mestrado foram melhores no segundo semestre do ano passado, visitei a História e a Antropologia, conflitei o suficiente comigo e com as/os outras/os, felizmente o aproveitamento geral foi A até aqui (beirando o 9 e com o alto teor de 10), aprendi tanto, mas tanto, que até doeu tamanho conhecimento. Não sou mais a Marceli de antes, e nem poderia, estou vivendo o olho do furacão, nada pode estar no mesmo lugar mais. Apesar de que, "ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais", ou no desconcerto de nossos irmãos mesmo, quem sabe ainda nos extremismos de nossos avós, ou ainda, na ternura de nossas tias e nossos tios. Vai saber...

Adriel e Bento continuam brigando e se amando infinitamente. Tanto quanto eu os amo. Reavivam minha esperança e ternura em um mundo com amor, empatia, carinho e muito bichinho com casa e sendo bem cuidado. 

Tenho novos amigos e novas amigas, e agora, apesar de não concordar sempre com a dualidade de gênero (homem e mulher), escrevo diferente. Tenho novas amigas que nem imaginava, Kauana, Ana, Mariana (todas em "a-n-a") tem me auxiliado a viver as barras acadêmicas de formas menos tristes e solitárias. Nossas histórias (e Geografias) se entrecruzam. O tempo todo, inclusive.

Com a pandemia (e os já 7 meses de hashtag fica em casa) a diversão tem sido ler, jogar uno e dividir momentos e comidas com Tia Ângela e Gabriel, graaaandes companheiros dessa quarentena. Sabe aquela família que vira amigo mesmo? Eu diria que eles são essas pessoas. Para além do sangue, estamos muito mais conectados e próximos, o que tem aliviado em muito a tensão e o caos de viver uma pandemia de um vírus tão perigoso. Tia Idema e Renata estão com saúde também. Minha vó, cada vez mais fofoqueira e carente e, meu irmão, o mesmo ciumento e sem noção de sempre.

Mas, para além do óbvio e de mim, estamos vivendo momentos complexos e extremamente difíceis.  Brasil voltou ao mapa oficial da fome, por todos os lados vemos gente sem casa, sem comida, sem saúde ou passando necessidades. A tv e os rádios pararam de anunciar a superlotação dos presídios e passaram a ter de contabilizar, por conta própria, os números de infectados e óbitos em decorrência do Novo Coronavírus. Estamos tristes, doentes, perplexos e exaustos.

O que salva, diante disso tudo, são as pequenas vitórias e acontecimentos cotidianos. Hoje eu sou bolsista Capes, o RBD vai fazer live ao vivo e disponibilizaram boa parte das músicas no Spotif*, aprendi a fazer pizza, churrasco, feijão, pão e esfirra durante a quarentena e, estamos com saúde (tá!, pelo menos não estamos ou estivemos com Covid-19, o que já é algo positivo).

Tenho Adriel, Bento, Pedro, Charles, Matheus, as meninas, minha mãe, a família (cada vez mais seleta e restrita), Vanessa (Mimo), Sidney, Luiza, Gil, Ricardinho e tantas outras pessoas que se eu tentar lembrar, provavelmente acabe esquecendo. Vocês me erguem e me mostram o motivo de estar aqui, ainda, vivendo a intensidade que nos cabe. E não ando só. Nunca andei. Tenho Oxum, Xangô, Ogum e tantas outras e outros que me guiam, me regem, me protegem e me iluminam. Não ando só. Vocês me fazem forte, até quando nem eu mesma acredito. Não ando só. Ando com os meus e as minhas, sou resultado de um tanto de gente, de coisas e de ensinamentos e aprendizados. Nunca chego sozinha. Nunca sou só Marceli. Eu sou nós, sou elas e eles, sou resultado de processos muito maiores que resultam do que aprendo e ensino todos os dias. Eu não ando só!

Mas... antes de finalizar esse registro, gostaria de agradecer aos/as colegas, amigos/as e familiares que tem me ajudado nesses percursos e, que, acreditam no potencial do que tenho a mostrar pro mundo. Não é fácil estar nessa jornada tão intensa e as vezes distante, praticamente sozinha. Tê-las/os comigo é fôlego.

Essa semana libero a Exposição Trajetórias Geográficas, depois retorno para contar como foi. E volto pra contar como tem sido incrível a troca com os colegas do Terra de Santo.

Que tenhamos saúde! Que tenhamos umas/uns às/aos outras/os. ESTAMOS VIVOS, IRMÃO.

segunda-feira, 1 de julho de 2019

01 de julho de 2019 e muita coisa mudou

Eu que gosto tanto de escrever sobre mim, a anos estou falando sobre os outros e as outras.
Desde as minhas últimas publicações aqui no Um brinde à vida, muita coisa mudou. Cá estou no auge dos meus 23 anos, com uma graduação concluída (sim, agora sou professora de Geografia), frequentando as aulas chatas e desmotivadoras de um mestrado acadêmico e, com uma bagagem de Teorias Feministas e Geografia das Religiões nas costas (e na alma).
Acho engraçado a minhas descontinuidades em aparecer nesse blogger. Como diria meu orientador sobre Lefebvre, "analisaremos as rupturas e as permanências".
De 2017 pra cá, um turbilhão de ideias e de sentimentos invadiu minha rotina e o meu ser. Perdi o Alexandre temporariamente nesse jogo de viver e morrer que é a vida, conheci de pertinho o Adriel (e já estamos em amor a quase 2 anos), ganhamos o nosso Bentinho (o cachorrinho mais louco, bravo e mimoso desse Mundo), nos formamos no dia 01 de março de 2019 e iniciamos as aulas no mestrado da Geografia aqui da UFPel no dia 15 de março também de 2019.
Eu ia dizer que não sabia exatamente por qual motivo estava escrevendo essas coisas, mas eu sei sim: talvez eu volte aqui daqui a mais uns 2 anos (como fiz da última vez que vim, em 2017) e perceba que tenho registrados traços de uma trajetória e de uma existência que me pertencem mas que não me resumem.
Por meados de 2017 eu defini que falaria sobre minha religião no trabalho de conclusão de curso, o famigerado TCC. Resolvi fazer um estudo geoetnográfico no Terreiro de linha cruzada (minha religião é a Umbanda) Reino de Pai Ogum e Cacique Treme Terra, aqui em Pelotas/RS mesmo. Confesso que esse trabalho quase foi um fracasso. Ainda hoje, 01 de julho de 2019 eu sinto arrepios ao lembrar do quanto faltou nessa pesquisa e do quanto a insegurança me assola até agora, quase 8 meses depois da apresentação).
No meio desse caminho (ou melhor, quase na defesa do TCC) eu decidi que tentaria a pós-graduação e cometi a loucura de passar pelo processo seletivo. Confesso que pensava "só de ter conseguido me inscrever (ter um projeto, fazer um lattes e etc) eu já me considerava extremamente vitoriosa, porém, a surpresa maior foi quando lá em dezembro saiu o resultado final do processo seletivo e a Marcelinha aqui estava dentro, na 8ª posição, estando completamente inserida na linha de análise territorial do PPGeo.
Eles me perguntaram onde tinha Geografia em meu trabalho. Eu respondi que Religião de matriz Africana é Geografia pura, então vamos falar sobre a invisibilidade paisagística dessas religiões. Ainda não defini quase nada, só estou focando em fazer as disciplinas (os temidos 18 créditos da loucura) e finalizar o primeiro semestre com bons resultados, deixando a dissertação pro segundo semestre de 2019.
Mas por qual motivo estou escrevendo tudo isso?
Hoje (ontem, na verdade, domingo) enquanto tomava um banho durante a noite fria, comecei a pensar nas proporções magníficas que meu trabalho pode tomar. Fiquei matutando sobre as consequências que podem surgir lá em 2021 sobre tudo isso e, sinceramente, senti vontade de escrever, de ler, de me aprofundar em tudo isso que pretendo fazer, para fazer da melhor forma possível.

São 3h da manhã e eu estou chegando à conclusão de que meu sono bate à porta. Preciso ir, mas prometo que não vou esperar mais 2 anos pra que volte a lhes contar qual o rumo que tomei.
A propósito, o Bento e o Adriel são lindos. Minha mãe está dormindo enquanto eu escrevo e a minha irmã Augusta já está mais alta do que eu (o que não seria tão difícil assim) aos 12 anos.
A vida é loucona mesmo e completamente surpreendente. Depois de alguns meses de viração, sinto que estou reencontrando a Marceli que eu sempre fui. A Marceli que escrevia (e hoje voltou a escrever) no Um brinde à vida.

Se tu ficou até agora aqui, obrigada.
A gente se vê mais tarde!

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Relacionamentos e consumismo não combinam

Namoro algum é construído de forma excepcional se for baseado em "ganhar e presentear". Acho muito lindo, de verdade, aqueles casais que costumam dividir mimos e fazer surpresas, porém, reforço minha tese de que relacionamentos e consumismo não combinam.

O heroísmo aos olhos das crianças. Minha irmã.

Não é nada fácil você ser o exemplo para alguém. A responsabilidade de medir palavras e atitudes acaba sendo algo difícil. Ninguém é perfeito em 100%, mas aos olhos de uma pequena criança você pode acabar se tornando um super-herói, do tipo hulk, super homem ou mulher maravilha. Você carrega deveres e sentimentos, sem sequer poder correr o risco de fraquejar, afinal, covardia é você destruir com a admiração ou os sonhos de uma criança.
Ela não usa o sapatos da mãe e nem só anda em cima dos pés do pai. Ela não quer copiar nenhuma atriz e nem ter sucesso igual à algumas modelos. Ela até pode querer ser um pouco de cada, mas tem um grande pedaço de mim. Do meu coração.
Ela é o meu maior amor e desde muito dizia "eu quero ser igual a minha mana". Por ela eu sou capaz de tudo, inclusive de me tornar a protetora ideal de sonhos. Visto qualquer fantasia e com certeza gasto o Mundo
 se necessário. Eu te amo maninha.

Eu te amo.

Para minha Irmã Augusta  (nem tão criança mais). Escrito em 2015 e publicado em 2017.

Pa tro lá - los

Estou aqui. Uma mala cheia, um copo cheio, uma rotina cheia. Zero emprego, zero crises de ansiedade, sem estágio e com o coração transbordando. Eu diria que hoje aquele verso "quem me vê, me vê sorrindo e, vai ser sempre assim" torna-se uma luva maleável e quentinha posta em uma vida que a pouco era gelada.
Não que tudo sejam flores e, bem provavelmente você já tenha lido isso por aqui, mas nem sempre as flores dizem tudo. Aliás, de que seriam os outonos e invernos se a vida não deixasse de ter flores ? Estamos em um ciclo de novo plantio, novas paisagens, novas identidades e colheitas. 
Vocês já perceberam o quanto eu falo de sentimentos? Diria, inclusive, que sou uma romântica nata cheia de crenças e positivismo sentimental. Clichê!
Pois então... me questionaram sobre como anda a vida. E eu, bem, eu diria que na mais tranquila maré que o barco possa ser levado.
Uma pitadinha de paz. Uma pitadinha de realizações. Uma colherzinha de amor (vivemos com mais do que pitadas). Uma medida de sonhos e muita, mas muita, determinação. Ah, faça-me a gentileza de não esquecer os bons amigos, os amores (eu diria que o, sem s), a garra e a imensidão de vontade de ser feliz. Isso que me ganhou.
Diante da turbulência que é um recomeço e, do naufrágio que foram os meus vários recomeços ao mesmo tempo, eu diria que aprendi a nadar, cheguei à costa e ainda levei uma medalha de honra ao mérito. Foi sensacional.
Naquele dia em que sonhei que "essa data vai ser o divisor de águas para tua vida", jamais imaginaria o estado de gratidão absoluta que chegaria e me faria escrever nessa noite (bela noite, inclusive), diria inclusive que: MANO DO CÉU, DEU TUDO CERTO. Vem dando. Irá dar.
E se eu tivesse que me despedir dessa escrita (e tenho), finalizaria cortando o assunto, não divulgando esse texto (explanar felicidade é algo perigoso) e reafirmando que: apesar das dores, eu recuraria aquelas feridas para chegar novamente onde estou. Estando grata.

Que venham mais, bem mais desafios. Quero pa tro lá - los.

domingo, 8 de janeiro de 2017

Análise de hoje

Eu fico observando as várias voltas que o Mundo dá, o quanto tudo mudou em tão pouco tempo, em como eu me sinto quando olho pra o que já passou, pra o que tem passado e pra um futuro breve e: wou, nossa, caraca (...) eu nem acredito.
2016 foi um ano de tanta pancada, tanto glamour e tanto aprendizado. Como eu me modifiquei. Como eu aprendi a lidar com os meus sentimentos. Como eu me tornei diferente, ainda assim, seguindo a minha essência.
~Um suspiro~ Vamos lá, ainda tem muito o que acontecer. Amém.

MUDA TUDO

Muda tudo. Muda a roupa. Muda o cheiro. Muda o jeito. Muda o cabelo. Muda o emprego. Muda os amigos. Muda a alegria. Muda a tristeza. Muda o medo. Muda a paz. Muda a insegurança. Muda os objetivos. Muda os critérios. Muda o foco. Muda a postura. Muda os sonhos. Mudam os destinos. Mudam as viagem. Muda o trajeto. Muda a personalidade. Muda o que fazer de noite. Muda o que fazer aos finais de semana. Muda o que fazer aos feriados. Muda o que fazer todos os dias. Mudam os contatos. Mudam os amigos. Muda o carinho. Muda o carinho dos amigos. Mudam as prioridades. Muda a saudade. Muda o corpo. Muda o sorriso. Muda a auto estima. Muda a conversa. Muda a confiança. Muda a energia. Muda tudo. E que continue mudando.
Mudanças são necessárias. As vezes dolorosas. Mudanças levam. Mas mudanças também trazem. Muda tudo. Mas não muda a tua essência.
O que me faz viver e acreditar que sempre algo melhor está por vir é o que eu carrego dentro de mim. Alma.
Então deixa mudar.

A publicação que merece uma grande ressalva: mudou tudo, mesmo. Texto postado via facebook em 12 de outubro de 2016 e republicado no Um brinde à vida em 08 de janeiro de 2017 para manter registrado o sentimento de transformação vivido naquela época.

GRATIDÃO E PAZ

A consciência tranquila de quem nunca desejou o mal pra ninguém. De quem sempre deu o seu melhor. De quem tratou a todos com igualdade, com carinho e muito respeito. A paz de estar ciente que a gente marca quem tem que marcar, pelos motivos que tem que marcar e pelo tempo necessário para se tornar inesquecível dentro de sua força. 
Eu tô bem. Eu tô tranquila. E eu ainda vou ser muito mais feliz do que já era (e sou).
A gente planta pra poder colher. Muito obrigada.

Relato postado via facebook em 12 de outubro de 2016 (dia das crianças), após a ligação dos ex sogros que se emocionaram, me emocionaram e transbordaram amor. Republicado hoje, em 08 de janeiro de 2016 como forma de registro de tanto carinho e admiração que sinto por eles e por todos os sentimentos que me causam. Gratidão, sempre. Carolina e Guto <3

Até mais, Qualidade

Lá vem textão.
Por meados de outubro do ano passado eu caí de paraquedas num setor cheio de gente maluca e apaixonada por ala minuta. De lá pra cá eu tive muitas fases diferentes, a primeira delas eu lembro que foi o primeiro exame da faculdade. Depois vieram as notas boas e as primeiras aulas como professora. Tiveram também as fases nota dez em que o brigadeiro do gê e as carnes cortadas da ala minuta cheia de sal e gordura rechearam as alegrias. E todas as complicadas de chororô (que não foram poucas), que fui dividindo e cicatrizando.
Teve a tigra chefa de patinha quebrada (ela vai me matar por essa frase), a tigra chefe levando nega maluca (diga-se de passagem, maravilhosa) e finalmente me acompanhando pra ser fitness (um marco histórico).
Teve a "nego casa e some" de férias pegando os boy top enquanto a gente tava chorando no calorão do ar-condicionado que quase nem funcionava, a "ta se dando uma importância que não tem" comprando pote de vidro pra não ter câncer e ela babando pelos sushis (mas não pode ser qualquer sushi) que nunca fomos comer.
Também teve a Japa D'angola levando pão de queijo dos Higa e muito salgado bom do tio mineiro pras xonhinhas, ela percebendo com o dom psicológico dela que eu não sou uma pessoa normal (isso era óbvio), e ela fazendo 5S na mesinha organizada dela.
E como tudo foi bom.
Nesse 1 ano de QUALIDADE/NIEPAS/NIQE/PGQA eu mudei muito e aprendi coisas que me marcaram o suficiente pra saber que elas são minhas eternas NIQETES do amor e parceiras de trabalho nota dez.
Eu grudenta, dramática, explosiva, econômica e intrometida. Elas professoras, puxadoras de orelha, pacientes, loucas, alongadas, implicantes, criativas e mãezonas.
A gente grupo, nós amizade.
Muito obrigada por tudo que me ensinaram, pela paciência, pela impaciência, pelos votos de confiança, os abraços, a oportunidade, os conselhos, pelas responsabilidades, a força, pelas surpresas e, acima de tudo, pela convivência com vocês.
Onde quer que eu vá (e eu vou estar aí do lado), eu vou levar vocês comigo - até pq, eu vou visitá-las sempre e ir comer coisas boas. E levo comigo todos os ensinamentos que me proporcionaram, que não foram poucos, junto da admiração gigantesca que sinto por cada uma de vocês. �
MUITO OBRIGADO. POR TUDO.
Inclusive as lindas flores. �

Texto postado via Facebook em 19 de outubro de 2016. Republicado para registro em 08 de janeiro de 2017.

23/10 e um pé na bunda

Eu adoraria saber lidar com tudo isso. Gostaria, profundamente, de não sentir nem 1/4 do que eu sinto hoje. De estar bem. De estar feliz. De fingir que nada me incomoda. Que tudo faz muito sentido. Que eu adoro festas. Que eu já fui a várias. Que descobri de novo um mundo repleto de coisas que me completam. Coisas que fazem parte de mim.
Adoraria não chorar. Não sentir essa angústia dentro do peito. Não estar decepcionada. Não sentir essa revolta absurda todos os dias. Com quase todas as pessoas. Adoraria não me sentir egoísta por querer que quem me fez esse mal também sinta tudo isso. Eu queria, do fundo do meu coração, que isso tudo passasse de uma vez. Que as flores da primavera voltassem a florescer dentro do meu peito. Que eu encontrasse minha essência e me bastasse. Que a paz de estar de bem com o Mundo fosse maior do que qualquer outra coisa que acontecesse para me ver balançar.
O problema é que eu balanço.
Eu sou transparente de mais. Sou eu de mais. Me doo de mais. Me esforço de mais. Sofro demais. Tenho reciprocidade de menos.
Eu não desejo o mal. Eu só desejo que se entenda o que os outros sentem. Eu desejo consideração e compreensão com o próximo. Eu desejo que um dia, quem tanto me fez chorar, entenda o quanto é péssimo usar as pessoas em nome de um ego inflado. Até por quê, o ego é tipo um balão, um dia murcha.

Escrito e postado via Facebook (modo privado) em 23 de outubro de 2016. Republicado para registro em 08 de janeiro de 2017.