Lidar com perdas é muito difícil. Engana-se quem pensa que desapego é só desapegar.
Eu mal acostumei em perder o namorado. Em perder uma roupa antiga. Em perder minha dignidade após o sábado. E já tive que desapegar de um "amigo", de um peguete e de um emprego de longa data.
Eu fico me vitimizando sim, pois se for pra ser forte então vou para a China, servir de Muralha. Tenho diversas opções e mesmo assim não sei pra onde seguir. Precisava respirar um pouco, me desesperar com a prova mais importante do ano (que vai acontecer depois de depois-de-amanhã). Estou fraquinha, chata, viajando longe sem nem sair do lugar e isso tudo é culpa das várias cabeçadas que tenho dado na parede a algum tempo. Vivo achando que as coisas são boas, que as pessoas são as melhores e me decepciono demais quando menos preciso. Isso soa um desabafo melancólico, eu sei, mas escrever é o único jeito de alguém entender o que eu digo sem precisar aguentar meu choro de menina frágil e mulher "fracassada". Me vitimizando de novo, sim, hoje eu posso. E o que ninguém pode é justamente me culpar por isso.
Iniciar e acabar ciclos em nossa vida com certeza não é fácil. Por melhores que sejam águas que estão por vir, as que passaram machucaram o suficiente para manter-nos estáticos e submersos por algum tempo. E eu acabei de passar por mais uma tsunami. (lê-se) A-rra-sa-do-ra.