segunda-feira, 1 de julho de 2019

01 de julho de 2019 e muita coisa mudou

Eu que gosto tanto de escrever sobre mim, a anos estou falando sobre os outros e as outras.
Desde as minhas últimas publicações aqui no Um brinde à vida, muita coisa mudou. Cá estou no auge dos meus 23 anos, com uma graduação concluída (sim, agora sou professora de Geografia), frequentando as aulas chatas e desmotivadoras de um mestrado acadêmico e, com uma bagagem de Teorias Feministas e Geografia das Religiões nas costas (e na alma).
Acho engraçado a minhas descontinuidades em aparecer nesse blogger. Como diria meu orientador sobre Lefebvre, "analisaremos as rupturas e as permanências".
De 2017 pra cá, um turbilhão de ideias e de sentimentos invadiu minha rotina e o meu ser. Perdi o Alexandre temporariamente nesse jogo de viver e morrer que é a vida, conheci de pertinho o Adriel (e já estamos em amor a quase 2 anos), ganhamos o nosso Bentinho (o cachorrinho mais louco, bravo e mimoso desse Mundo), nos formamos no dia 01 de março de 2019 e iniciamos as aulas no mestrado da Geografia aqui da UFPel no dia 15 de março também de 2019.
Eu ia dizer que não sabia exatamente por qual motivo estava escrevendo essas coisas, mas eu sei sim: talvez eu volte aqui daqui a mais uns 2 anos (como fiz da última vez que vim, em 2017) e perceba que tenho registrados traços de uma trajetória e de uma existência que me pertencem mas que não me resumem.
Por meados de 2017 eu defini que falaria sobre minha religião no trabalho de conclusão de curso, o famigerado TCC. Resolvi fazer um estudo geoetnográfico no Terreiro de linha cruzada (minha religião é a Umbanda) Reino de Pai Ogum e Cacique Treme Terra, aqui em Pelotas/RS mesmo. Confesso que esse trabalho quase foi um fracasso. Ainda hoje, 01 de julho de 2019 eu sinto arrepios ao lembrar do quanto faltou nessa pesquisa e do quanto a insegurança me assola até agora, quase 8 meses depois da apresentação).
No meio desse caminho (ou melhor, quase na defesa do TCC) eu decidi que tentaria a pós-graduação e cometi a loucura de passar pelo processo seletivo. Confesso que pensava "só de ter conseguido me inscrever (ter um projeto, fazer um lattes e etc) eu já me considerava extremamente vitoriosa, porém, a surpresa maior foi quando lá em dezembro saiu o resultado final do processo seletivo e a Marcelinha aqui estava dentro, na 8ª posição, estando completamente inserida na linha de análise territorial do PPGeo.
Eles me perguntaram onde tinha Geografia em meu trabalho. Eu respondi que Religião de matriz Africana é Geografia pura, então vamos falar sobre a invisibilidade paisagística dessas religiões. Ainda não defini quase nada, só estou focando em fazer as disciplinas (os temidos 18 créditos da loucura) e finalizar o primeiro semestre com bons resultados, deixando a dissertação pro segundo semestre de 2019.
Mas por qual motivo estou escrevendo tudo isso?
Hoje (ontem, na verdade, domingo) enquanto tomava um banho durante a noite fria, comecei a pensar nas proporções magníficas que meu trabalho pode tomar. Fiquei matutando sobre as consequências que podem surgir lá em 2021 sobre tudo isso e, sinceramente, senti vontade de escrever, de ler, de me aprofundar em tudo isso que pretendo fazer, para fazer da melhor forma possível.

São 3h da manhã e eu estou chegando à conclusão de que meu sono bate à porta. Preciso ir, mas prometo que não vou esperar mais 2 anos pra que volte a lhes contar qual o rumo que tomei.
A propósito, o Bento e o Adriel são lindos. Minha mãe está dormindo enquanto eu escrevo e a minha irmã Augusta já está mais alta do que eu (o que não seria tão difícil assim) aos 12 anos.
A vida é loucona mesmo e completamente surpreendente. Depois de alguns meses de viração, sinto que estou reencontrando a Marceli que eu sempre fui. A Marceli que escrevia (e hoje voltou a escrever) no Um brinde à vida.

Se tu ficou até agora aqui, obrigada.
A gente se vê mais tarde!

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