sexta-feira, 3 de maio de 2013

Talvez um dia, andando por ai a gente se esbarre, se olhe, os cadernos ou pastas caiam e a gente resolva ser feliz para sempre juntos. Talvez um dia, acidentalmente nós nos encontremos em um bar, daqueles típicos americanos, com bancos altos, música ao vivo de fundo e um drinque com nome sugestivo e assim resolva continuar aquela determinada e enrolada história. Talvez olhando para as fotos nós sintamos saudade e resolvamos pegar o celular para fazer um 14, contar as novidades e depois marcar um jantar. Talvez em 2060 nós ainda lembraremos das palhaçadas e daquelas brigas todas, quem sabe até sobre tempo e força para um sorriso escanteado de bobo apaixonado. Pois é, talvez, talvez, talvez e talvez. São coisas incertas, de pessoas incertas em tempos incertos. A única certeza é que existem coisas a serem vividas. Vividas, sofridas, lamentadas e relembradas. Nós sobre tudo, precisamos é de paciência e sinceridade. Paciência para saber entender, explicar e viver. Lealdade para poder sentir, transmitir e decidir. Decidir os melhores rumos, as melhores festas, os melhores sentimentos, as melhores reações e o melhor reencontro. Reencontro corporal apenas, pois duas almas que se amam, mesmo afastadas jamais deixam de estar juntas.
Na verdade é tudo isso. Na verdade a vida nos prega peças e numa delas nós apenas acabamos seguindo o script. Com toda a sinceridade, eu espero que essa novela seja daquelas de final feliz, onde a mocinha encontra seu amor e apesar das dificuldades, o têm para sempre. Eu e a humanidade, com certeza. Espero. Esperamos. Esperaremos. Mas cuidado dona Vida, não demore demais pois os belos atores um dia poderão envelhecer e perder a capacidade e a agilidade de cumprir seus papéis.

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